“A melhor lei do mundo não protege nenhum trabalhador se não existirem profissionais suficientes para a cumprir.”
Esta foi uma das frases centrais deixadas por Jorge Nunes, Secretário-Geral da AEST, durante a participação da Associação Empresarial no programa Sociedade Civil, da RTP, dedicado aos desafios atuais e futuros da Segurança e Saúde no Trabalho em Portugal, que será emitido na estação pública dia 19 de novembro.
Num painel que reuniu a Inspetora-Geral da ACT, Maria Fernanda Campos, Ana Paula Rosa, da OIT, e Carlos Ochôa Leite, da Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho, a AEST deixou a perspetiva das empresas que diariamente asseguram serviços externos e internos de Segurança e Saúde no Trabalho em todo o país.
A intervenção do Secretário Geral da AEST centrou-se em três grandes desafios estratégicos:
✅A escassez de médicos e outros profissionais de Saúde Ocupacional, que ameaça a capacidade de resposta do sistema;
✅Os novos riscos associados à transformação digital, à inteligência artificial, ao teletrabalho e à saúde mental;
✅A necessidade de uma reforma legislativa que privilegie a qualidade, a prevenção e os resultados efetivos para trabalhadores e organizações.
Ao longo da intervenção de Jorge Nunes, foram igualmente deixadas mensagens que traduzem a posição da Associação:
“A Segurança no Trabalho não pode ser só uma obrigação administrativa. É um investimento nas pessoas e na sustentabilidade das organizações.”
“Precisamos de uma Segurança e Saúde no Trabalho que seja avaliada pelos resultados que produz e não apenas pela burocracia que gera.”
A AEST continuará a defender uma visão moderna, equilibrada e exequível da Segurança e Saúde no Trabalho, colocando no centro das decisões a proteção dos trabalhadores, a capacidade de execução do sistema e a valorização dos profissionais e das empresas que todos os dias contribuem para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.



